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O que os índices do treinamento nos ensinam?

Por: 
Naimi Mattos Nassiffe, analista de gestão de projetos

 

"Mesmo a implantação tecnicamente mais perfeita corre o risco de naufragar se os usuários não estiverem capacitados a utilizar o novo sistema e extrair o máximo de suas funcionalidades." 

Qual o segredo de uma implantação do SAP bem-sucedida? Obviamente, não há fórmulas prontas, mas basta pedir a um especialista em ERPs – aqueles softwares que como o SAP integram dados e processos de uma organização num único sistema - para enumerar fatores críticos de sucesso e, com certeza, o treinamento dos usuários irá aparecer entre os itens prioritários, ao lado de fatores como o apoio da alta gerência e um trabalho eficiente de configuração e customização.   

A explicação para esta ênfase dada ao treinamento é simples e pode ser compreendida de forma quase intuitiva mesmo por quem não tem experiência neste tipo de projeto. Sistemas como o SAP geram um impacto enorme nos processos da organização e, consequentemente, nas pessoas. São elas que, na prática, têm o poder de transformar soluções tecnológicas em ganhos concretos. Como resultado, mesmo a implantação tecnicamente mais perfeita corre o risco de naufragar se os usuários não estiverem capacitados a utilizar o novo sistema e extrair o máximo de suas funcionalidades.

Nossa experiência na primeira onda de implantação do RH Bahia só reforça a crença compartilhada de que a participação no treinamento é essencial. Há pouco mais de um mês do Go Live em empresas públicas e sociedades de economia mista,  o cruzamento dos indicadores do treinamento e do atendimento no Service Desk mostra que há uma tendência de relação inversamente proporcional entre índice de freqüência nas ações de capacitação e  número de chamados abertos na categoria Orientação.

Dessa maneira, a empresa que garantiu uma presença mais significativa das suas equipes no treinamento foi aquela que menos precisou recorrer ao Service Desk em busca de orientação. Em contrapartida, as duas organizações com menor índice de participação foram as que mais demandaram este tipo de suporte.

É claro que uma análise mais detalhada destes e de outros indicadores permitirá apontar outros fatores associados ao treinamento com impacto significativo no processo de transição. Entretanto, num momento em que a equipe do RH Bahia se volta para aprender com as lições deixadas pela primeira onda de implantação, estes números por si só indicam, mais uma vez, o quanto o sucesso do projeto depende de um compromisso que agora precisa ser assumido por todo o governo baiano. Um compromisso com uma gestão de recursos humanos mais moderna, eficiente e sintonizada com o futuro.